21 outubro 2005

Pegadas na Areia

Foto: Paulo Nabais

"Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:
- Senhor, Tu disseste-me que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exactamente aí que eu te carreguei nos braços."

Texto de autor desconhecido

8 comentários:

Azenhas disse...

Um texto fabuloso.

O curioso é que me lembrei dele à dois dias atrás.
Simplesmente veio-me à memória.
Bom fim de semana!

Peter disse...

Tenho a vaga impressão que já conhecia o texto, mas isso não lhe rouba o mérito, nós (eu pelo menos, não tenho nenhuma inspiração em produção contínua) publicamos aquilo que, no nosso entender, merece ser publicado.
Nem todos conhecem tudo.

Tita - Uma mulher, Um blog, algumas palavras disse...

Um texto fantástico, comovente, que nos deixa uma esperança no peito. Obrigada

saloia disse...

Tambem já conhecia este texto. Gosto imenso. Nunca estamos sozinhos. eu acredito
Mary
**

Cláudia Rocha disse...

Ando com este texto na carteira já há uns anitos, e sempre que necessito leio, e ás vezes pareçe que o que me atormenta não é assim tão mau....

Caiê disse...

Conhecia o texto. A minha relação com D-us te andado atormentada... pelo que não o posso comentar.
Adorei a foto!;)

trintapermanente disse...

muito bonito, sincero e puro na sua essencia

Fatyly disse...

Este texto sempre me acompanhou e só há bem pouco tempo soube de quem era:

foi escrito em 1964 pela canadense Margaret Fishback Powers.

Andei por aqui e gostei muito do que li!
parabéns