19 julho 2006

Um Livro à Quarta (XXV)


"O Livro das Ilusões"
de
Paul Auster

Pessoalmente nunca tinha lido nada deste autor, infelizmente parece que comecei pelo pior. Emprestaram-me este livro há um ano atrás, comecei a ler e não gostei, havia páginas e páginas de descrição de como se estava a desenvolver o filme mudo, ia morrendo de tédio, avancei muitas páginas sem ler.

Disse à pessoa que me emprestou que não o conseguia ler, não gostava.

Mas ela disse-me: fica com ele e quando tiveres paciência lê, pois é muito interessante.

Lá fiquei e agora já o li.

Não é o tipo de livro que goste e para ser sincera achei-o meio “louco”, havia partes bastante intensas e interessantes… mas também muitaaaaaaasssss páginas aborrecidas.

Bem, cada um faça o seu juízo.

Ainda bem que todos temos todos gostos muito diferentes!

Esta rubrica de “Um Livro à Quarta” encerra para férias, ao fim de 25 livros, nada mau.

Em Setembro volta.

A crítica que está abaixo, retirei deste site aqui.

"Este livro editado em 2002, foge, talvez, ao paradigma das histórias de Auster. Ou talvez não.

O livro conta-nos a história de David Zimmer, que é o narrador. Trata-se de um professor universitário que, após a morte da mulher e dos dois filhos, num acidente de aviação, cai numa depressão profunda e no alcoolismo. No auge do desespero, vê, acidentalmente, na televisão, um filme mudo de Hector Mann, um actor menor dos tempos do cinema mudo que, nos anos 20, desaparecera sem deixar rasto. O filme fá-lo sorrir, pela primeira vez em muitos meses e Zimmer decide saber mais sobre Hector. Entrega-se a esta tarefa, embrenha-se nela de tal modo que, de certo modo, consegue vencer a depressão e o alcoolismo. No final, depois de ter conseguido ver todos os filmes de Hector, de ter vasculhado bibliotecas e cinematecas, nos EUA e na Europa, publica um livro sobre a vida e obra desse obscuro actor.

A escrita desse livro fez com que Zimmer renascesse e voltasse ao trabalho. O projecto seguinte, será a tradução de “Memórias do Túmulo”, de Chateaubriand. É então que recebe uma carta, aparentemente escrita pela mulher de Hector, que o convida a visitá-los num rancho perdido no Novo México.

Incrédulo, Zimmer começa por pensar que a carta é uma brincadeira mas, algum tempo depois, é visitado por Alma, uma jovem que se apresenta como filha da actriz dos últimos filmes realizados por Hector, e que nunca ninguém ainda vira. Alma implora-lhe que visite Hector, no tal rancho, e que o faça rapidamente, pois o homem está moribundo e deixou escrito que, assim que morresse, a sua mulher deveria destruir todos os filmes que, entretanto, tinha realizado.

Hector, afinal, guardava um segredo terrível, que envolvia o encobrimento de um assassínio, e fora por isso que desaparecera de circulação. E, assim, este livro de Auster deixa de ser a história de Zimmer, para se tornar a história de Hector - mas também a história de Frieda, a mulher do actor, e de Alma, que acaba por se envolver com Zimmer.

Claro que, como sempre, o acaso assume a importância fundamental na vida das pessoas, como Auster tanto gosta. No entanto, o livro parece-me, como direi, mais folhetinesco, do que os restantes que já li e não me cheira tanto a Auster, talvez porque a grande cidade (Nova Iorque, sobretudo) e as suas ruas, os seus encontros e desencontros, não está presente."

5 comentários:

Formiguinha disse...

Realmente, há livros assim. Que são uma seca não porque a história seja má mas porque os momentos descritivos e o momentos de "acção" não estão bem balanceados.

igo... disse...

Agora é altura dos blogues entrarem em férias... :) Já li esse livro... gosto de Paul Auster... Interessante... hoje lá estou em tua casa... Um beijinho, gmc

Anónimo disse...

I say briefly: Best! Useful information. Good job guys.
»

Cláudia disse...

Nunca li nada deste autor. E esta 4ª planeava um post dos livros à 4ª e esqueci-me completamente! tsstsstss para mim! Beijinhos :)

Rosa disse...

O meu 'romance' com Paul Auster começou com 'O Palácio da Lua', seguido por 'A Trilogia de Nova Iorque'. Adorei os dois livros. Ainda li 'O Caderno Vermelho' (numa fase em que, por coincidência, estava a escrever num caderno vermelho), mas a partir daí não li mais nada.