10 setembro 2007

Será que a história continua?

Já alguma pessoas me enviaram um email a perguntar pela continuação da história dos gatinhos nascidos no nosso quintal.


Não me tem apetecido falar sobre isso, tem sido muito doloroso para mim. Mas hoje sinto-me com vontade de falar.
Como sabem o branquinho não aguentou e morreu. Levamos o pardo ao veterinário e ele estava bem … dois dias depois morreu…. nas minhas mãos. Chamou-me de noite, peguei nele, suspirou e morreu. Ainda não tinha duas semanas de idade.
Chorei muito, não era justo…
Entretanto tive que ir durante uma semana para casa dos meus pais dormir, pois tive que ajudar os meus avós. Vínhamos todos os dias à noite a casa dar de comer aos nossos gatos.
A meio da semana achamos que o nosso Pituchinha não andava bem.
Decidimos leva-lo ao veterinário no dia seguinte.
No dia seguinte, quando chegamos, passei por um arbusto do jardim e ouvi-o a chamar-me, olhou para mim, suspirou e morreu…..
Porquê?
Porquê o meu Pituchinha, porquê tanta morte?
Porque todos esperam por mim para morrer?
Parece que me arrancam um pedaço de mim…
O Pituchinha apareceu cá em casa muito doente à uns 3 ou 4 anos, com os olhos todos infectados e ainda com o cordão umbilical. Tratamos dele, ele dormia no meu pé (vejam só o tamanho dele), eu arrastava o pé pela cozinha para fazer o jantar e ele a “xonar” no pé, onde já se viu isto?!




Bem, mas não acaba aqui… infelizmente não!
No mesmo dia que o Pitucha desapareceu das nossas vidas, ouvimos miar na mata, um miar muito forte.
Fomos logo para o terraço, pois estávamos convencidos que os outros dois gatinhos que a mãe levou estavam já mortos. Mas não, vimos o creme, estava enorme, 3 vezes os que nós criamos.
No dia seguinte ouvimos o outro.
Demos com o outro gatinho que já tem perto de 2 meses que a mãe fugiu com ele para a mata e nunca mais soubemos nada dele, estava enorme, brincalhão e bem cuidado, um amor.
Mas no Domingo, quando o Paulo e o Bruno regressaram a casa depararam com o pior dos cenários, enquanto eu e o André ficávamos na feira de artesanato.
O gatinho creme estava morto a ser já devorado pelas moscas!
O pardo, coberto de larvas, não desistia de viver, tentava a todo o custo sair das silvas e subir um morro de terra.
O Paulo não aguentou, chamou o Bruno e foram lá buscá-lo.
Estiveram uma hora e poucos a tirar-lhe as larvas, horrível, arrepiante, admiro-lhes a coragem e nunca pensei que o bruno fosse tão forte nesse aspecto, fez de tudo para o ajudar.
Deram-lhe leitinho e ele adormeceu.
Quando cheguei a casa dei-lhe mais leitinho e telefonamos ao veterinário, o Paulo descreveu a situação e disseram para ir-mos lá no dia seguinte.
Mas de noite aconteceu o pior.
Começaram a sair larvas pelos ouvidos e continuava a ter dentro dos olhos…. Vocês não conseguem imaginar a minha revolta, porque está a acontecer isto à nossa volta?
Temos feito de tudo para tratar dele, não me quero apegar novamente.
Levei-o de manhã cedo ao veterinário, provavelmente não vai sobreviver, sabemos disso, os danos são muito grandes.
Ele é um gatinho espectacular, cheio de força, tem umas patinhas enormes, umas orelhinhas deliciosas, mas está a sofrer muito.
Ainda à pouco estive mais de uma hora com ele ao colinho a fazer-lhe massagem, a limpa-lo, a “obriga-lo” a comer, pois já nem isso quer. Aconcheguei a mim (foto) e fiz-lhe umas festinhas na cabecinha durante muito tempo e ele ia suspirando, aí tive a certeza de uma coisa:
- ele pode não viver mais que umas horas, sei disso perfeitamente, ma valeu a pena ver a tranquilidade dele com o carinho que lhe dei, com o amor incondicional que todos sentimos.


Desculpem o “post” enorme, muito de vocês não leram mais que duas linhas, mas tinha necessidade de partilhar isto convosco, tinha vontade de desabafar…

Veremos se amanhã a história continua…..

1 comentário:

gonças, às vezes igo... disse...

Lamento o que está acontecer para esses lados... estarei, como sempre, por perto... para dar força... UM beijo doce, do amigo Gonças